101 mulheres – 2: Joyce, a praia e a longa trança

Publicado: 21 de janeiro de 2011 em Mundo Crash
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Era época de Ano Novo e fui com meus pais para praia. Eu odiava praia. Eu era magro, branquelo e desengonçado. Sempre vivi em uma cidade fria e a idéia de calorão me deixava extremamente puto desanimado.

Em uma tarde, fomos para o lugar tradicional. Minha família sempre vai à mesma cidade, a mesma praia e ficamos sentados debaixo da mesma árvore. E lá estava eu, com uma camiseta preta, all-star e a porra escrota de uma bela sunga que minha mãe havia me dado de presente. Não estava nem um pouco a fim de entrar na água e fiquei sentado numa cadeira olhando as bundas dentro dos micro-biquínis as pessoas que por ali passavam. De repente, sem que eu esperasse, o fanfarrão master, meu pai, resolveu fazer um brincadeira e virou um balde de água em cima de mim. O ódio me consumiu, e só não xinguei os piores palavrões que conhecia porque era meu pai. Mas minha cara de ódio ficou estampada no meu rosto e ele até saiu de perto.

Quando olhei pro lado, notei que uma menina ria horrores sentada na areia, olhei com meu semblante nada amigável e ela disse – “Foi engraçado…” – eu dei um sorriso forçado pra ser simpático e ela levantou e se apresentou – “Prazer, Joyce” – Foi então que pude ver que ela até que era bem gostosinha era linda. Tinha um corpo com pouca bunda e nenhum peito de adolescente, cabelos longos e desgrenhados, era mais baixa que eu e tinha um rosto bonito e bem desenhado. Conversamos algum tempo e decidimos marcar de se ver outra hora. Haveria um show de uma banda de rock nacional na noite seguinte e marcamos lá.

Na noite do show eu estava bem animado, não só por ouvir um rock and roll, mas por poder vê-la novamente. Chegando lá, disse pro meus pais que veria o show bem lá na frente, assim os driblei e fui até o ponto de encontro e lá estava ela. E estava deslumbrante, o seu cabelo despenteado do dia anterior se transformou em uma longa trança e isso exaltava ainda mais o seu corpo que parecia mais enxuto com peitos volumosos belo rosto.

Cheguei sorridente e ela brincou dizendo que gostou de não me ver mal humorado dessa vez e fez uma cara feia. O show começou e tomamos nossos lugares perto do palco, em uma música mais balada eu a abracei e assim ficamos até o final da música, quando a puxei e tentei passar a mão na bunda dela a beijei. Foi uma adorável noite de beijos, abraços e Rock and Roll!!!

Nessa série de posts, são contadas as histórias de 101 mulheres que passaram pela vida do ‘Crash’. Partes reais e partes fictícias, parte memória e parte imaginação, parte realidade e parte sonho. Não há uma ordem cronológica, são escolhidas ao acaso. Muitas histórias ainda nem existem e serão escritas conforme passem a fazer parte da memória, ou do imaginário, do autor.

Leia mais em #CrashDay e 101 Mulheres


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