Posts com Tag ‘101 Mulheres’

Era época de Ano Novo e fui com meus pais para praia. Eu odiava praia. Eu era magro, branquelo e desengonçado. Sempre vivi em uma cidade fria e a idéia de calorão me deixava extremamente puto desanimado.

Em uma tarde, fomos para o lugar tradicional. Minha família sempre vai à mesma cidade, a mesma praia e ficamos sentados debaixo da mesma árvore. E lá estava eu, com uma camiseta preta, all-star e a porra escrota de uma bela sunga que minha mãe havia me dado de presente. Não estava nem um pouco a fim de entrar na água e fiquei sentado numa cadeira olhando as bundas dentro dos micro-biquínis as pessoas que por ali passavam. De repente, sem que eu esperasse, o fanfarrão master, meu pai, resolveu fazer um brincadeira e virou um balde de água em cima de mim. O ódio me consumiu, e só não xinguei os piores palavrões que conhecia porque era meu pai. Mas minha cara de ódio ficou estampada no meu rosto e ele até saiu de perto.

Quando olhei pro lado, notei que uma menina ria horrores sentada na areia, olhei com meu semblante nada amigável e ela disse – “Foi engraçado…” – eu dei um sorriso forçado pra ser simpático e ela levantou e se apresentou – “Prazer, Joyce” – Foi então que pude ver que ela até que era bem gostosinha era linda. Tinha um corpo com pouca bunda e nenhum peito de adolescente, cabelos longos e desgrenhados, era mais baixa que eu e tinha um rosto bonito e bem desenhado. Conversamos algum tempo e decidimos marcar de se ver outra hora. Haveria um show de uma banda de rock nacional na noite seguinte e marcamos lá.

Na noite do show eu estava bem animado, não só por ouvir um rock and roll, mas por poder vê-la novamente. Chegando lá, disse pro meus pais que veria o show bem lá na frente, assim os driblei e fui até o ponto de encontro e lá estava ela. E estava deslumbrante, o seu cabelo despenteado do dia anterior se transformou em uma longa trança e isso exaltava ainda mais o seu corpo que parecia mais enxuto com peitos volumosos belo rosto.

Cheguei sorridente e ela brincou dizendo que gostou de não me ver mal humorado dessa vez e fez uma cara feia. O show começou e tomamos nossos lugares perto do palco, em uma música mais balada eu a abracei e assim ficamos até o final da música, quando a puxei e tentei passar a mão na bunda dela a beijei. Foi uma adorável noite de beijos, abraços e Rock and Roll!!!

Nessa série de posts, são contadas as histórias de 101 mulheres que passaram pela vida do ‘Crash’. Partes reais e partes fictícias, parte memória e parte imaginação, parte realidade e parte sonho. Não há uma ordem cronológica, são escolhidas ao acaso. Muitas histórias ainda nem existem e serão escritas conforme passem a fazer parte da memória, ou do imaginário, do autor.

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Quando tinha meus 11 anos, eu me revoltei contra o mundo. Sem causa. Era apenas a rebeldia adolescente adentrando em minhas veias. Sempre fui um dos melhores alunos da escola, quieto, comportado e muito educado. Não mudou muito, mas depois da revolução, eu já não ouvia as coisas e ficava quieto, eu aprendi a usar o Foda-se com maestria a lutar pelos meus direitos. Essa mudança se deu, sobretudo graças a um CD do Nirvana que guardo até hoje. As letras e o som, pesado aos meus ouvidos de menino, embalavam-me em um novo mundo onde eu podia mudar as coisas e transforma-las no que eu bem entendesse.

Comecei a andar com uns caras mais velhos e descobri coisas que os garotos da minha idade talvez não devessem saber. Comecei a olhar as garotinhas com outros olhos… Como o Lobo olhava a Chapeuzinho Vermelho… Nesse contexto, foi que conheci Alice. Ela era a irmã mais nova de um dos meus novos amigos. A primeira vez que a vi fiquei muito excitado encantado, ela tinha uma pele branca e o rosto cheio de sardas, um longo cabelo ruivo encaracolado, olhos claros e peitos bem grandes um corpo muito bonito… Ela usava uma camiseta do AC/DC cortada bem curtinha que lhe deixava com um pedaço da barriga lisinha de fora… Minha boca salivava… Naquele momento minha inocência de criança tinha desaparecido completamente!

Alice era um pouco mais velha e eu não estava nem aí. Fiquei dias imaginando como faria pra que minha mão alcançasse os peitos dela pra conseguir um beijo daquela garota. Mas isso me assustava, pois nunca tinha posto a mão por baixo da blusa de uma mulher beijado antes. Tinha toda a teoria que os filmes pornôs da TV haviam me dado, mas não sabia bem o que fazer na prática…

As coisas fluíram mais fáceis do que imaginei. No aniversário do meu “cunhado”, Alice estava linda com um vestido preto, um all-star de cano alto e o seu deslumbrante cabelo de fogo. Os caras estavam bebendo cerveja, fui até a mesa e peguei um copo pra mim, mas uma velha filha da puta e muito da escrota senhora consciente disse que eu era muito novo pra tomar álcool (ela tinha razão, ok?), fiquei com uma vontade louca de mandar ela tomar no… inconformado, já me achava grande o suficiente pra tomar aquilo (eu estava errado, ok?). Então, fui até a cozinha, roubei uma lata na geladeira e corri furtivamente pra trás da casa. Tomei com vontade aquele líquido amargo ao meu paladar acostumado a coca-cola.

Na segunda golada, percebi que havia alguém me olhando. Era Alice. Sem graça, ofereci um pouco da bebida a ela que aceitou sem nem pensar duas vezes. Ela pegou a lata e esvaziou quase metade, agradeceu e ao invés de me devolvê-la, colocou a mão no meu peito, me empurrou contra a parede e me deu um beijo… Minha calça quase explodiu Meu coração bateu tão rápido que nem consegui pensar em colocar a mão na bunda dela na situação. Ela deu um sorrisinho maquiavélico, virou e foi embora. Eu fiquei ali, com um sorriso bem largo recapitulando cada milésimo de segundo do acontecido…

Nessa série de posts, são contadas as histórias de 101 mulheres que passaram pela vida do ‘Crash’. Partes reais e partes fictícias, parte memória e parte imaginação, parte realidade e parte sonho. Não há uma ordem cronológica, são escolhidas ao acaso. Muitas histórias ainda nem existem e serão escritas conforme passem a fazer parte da memória, ou do imaginário, do autor.

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